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Linhares, ES, Brazil
Farmaceutica; apaixonada por gatos, livros e musculação

quarta-feira, 25 de maio de 2011

TÃO PEQUENO




O que você tem se você não tem amor ?
Daquele tipo que você apenas quer distribuir
Não há nada errado em se abrir
Vá em frente e deixa a luz brilhar através de você

Eu sei que é difícil nos dias chuvosos
Você tem vontade de gritar com o mundo e ficar
sozinho
Mas não desista da sua fé

Porque às vezes aquela montanha que você tem escalado
é apenas um grão de areia
E o que você tem procurado desde sempre está nas suas
mãos
Quando você percebe que o amor é o que importa depois
de tudo
Com certeza isso faz com que todo o resto pareça tão
pequeno

É muito fácil de se perder dentro de um problema que
parece tão grande
É como um rio tão volumoso que te inunda por completo
Por que você fica parada pensando naquilo que você não
pode mudar e se preocupando com as coisas erradas ?
Enquanto o tempo voa e passa muito rápido
É melhor que você faça isso valer a pena pois você não
pode voltar atrás

Porque às vezes aquela montanha que você tem escalado
é apenas um grão de areia
E o que você tem procurado desde sempre está nas suas
mãos
Quando você percebe que o amor é o que importa depois
de tudo
Com certeza isso faz com que todo o resto pareça tão
pequeno

Porque às vezes aquela montanha que você tem escalado
é apenas um grão de areia
E o que você tem procurado desde sempre está nas suas
mãos
Quando você percebe que o amor é o que importa depois
de tudo
Com certeza isso faz com que todo o resto pareça tão
pequeno



quinta-feira, 5 de maio de 2011

Maravilhosa Solidão – O Lado Bom de Estar só!

Vocês, amantes das multidões, possuidores de muitas amizades, cultivadores dos muitos amigos, o que têm a dizer a respeito da solidão? A tão temida solidão? Deveriam prová-la um pouco. É uma das coisas mais maravilhosas que pode haver, não há nada, entre os homens, mais verdadeiro do que a solidão. O grande problema das pessoas – talvez por procurarem subterfúgios para a realidade – é que tentam mesclar a solidão com fabulas mentais entorpecentes, tais como “o amigo crucificado que nunca falta”, dentre outras, ao invés de viverem-na intensamente (surgimento da depressão). E por se sentirem vazios, sentem-se mal, e chamam a esse “mal sentir” de solidão quando na verdade, é apenas uma frustração por tentarem encher- se de algo que não existe, uma tentativa de fugir dos fatos, de criar uma falsa realidade.
A solidão é verdadeira! Quando ela fala que estás só, ela não está mentindo, olha ao teu redor, vês alguém? Estás só, essa é a verdade. Conheço muitos que se frustraram com amizades muitas das vezes tidas como eternas, e com a solidão, já ouvistes dizer que alguém que a reconhece e aprende a viver com ela, tenha se frustrado ou se enganado a seu respeito? A solidão, quando vivida intensamente, é a coisa mais verdadeira e a que mais produz verdade; em contrapartida, a amizade é geradora de mentira, mesmo quando vivida intensamente, sendo, portanto, a mentira, indispensável para o seu mantimento. Quem nunca mentiu para manter uma amizade? Até sorrir para um amigo estando triste já é uma mentira.
As multidões são nocivas, não se observa ninguém em meio à multidão, apenas se mira rapidamente alguém. Os grandes aglomerados não nos deixa contemplar a essência dos movimentos, dos sentimentos nos rostos, tudo passa rápido demais, não dá para se ponderar sobre nada em meio à rapidez das massas. Os muitos amigos são engodo para o coração, prefiro os poucos e solitários, prefiro os que como eu, amam se esconder no silêncio da meia noite. Como seria possível ouvir o canto do pássaro das solitárias montanhas em meio à selva de pedra das badaladas amizades?
A silenciosa e solitária “auto-observação do homem” é sublime! A sensação de estar tomando vôo é espetacular, um vôo rumo à descoberta do homem em si, do homem de carne, do ser que vive. Todos os movimentos parecem mais lentos e fáceis de serem percebidos, todos os sons são ouvidos, tudo passa pelos olhos e fica gravado na mente, a vida é vivida em sua mais verdadeira forma quando se está só, a forma em que o homem que vive é capaz de contemplar o homem que está a viver. O vento gélido das montanhas existenciais refresca a alma do verdadeiro solitário, um frescor tal que, diferente do que muitos imaginam, os faz amar a vida cada vez mais, porque agora a conhecem melhor, pois já a observaram e continuam a observá-la das mais solitárias e frescas alturas, as alturas em que as multidões não sobem, é prejudicial aos seus ouvidos a pressão das “altas realidades”.
Vocês, solitários, parem de querer fugir da realidade, parem com esses sonhos inexistentes e “afundem-se” na solidão, não se conformem com o “fundo do poço existencial” e cavem mais um pouco, descobrirão não se tratar de um poço e sim de um monte. Alegrem-se com essa maravilhosa solidão, sintam o prazer revigorante do profundo silêncio. Vocês, depressivos, desses que culpam a falta de amizade por sua depressão, não é a solidão que os faz ser assim e sim o “não aceita-la”, vocês não são solitários, são frustrados por não aceitarem ser só, quando descobrires o lado bom de estar sozinho, verás como é maravilhoso o encontro consigo mesmo.
Queres amigos? Queiras poucos e acima de tudo, prefira os solitários, são esses os mais verdadeiros, e quando não os tiveres mais, alegra-te em saber que ainda tens e sempre terás a ti mesmo.
by Márcio Wanderley




segunda-feira, 2 de maio de 2011

Técnica de respiração ajuda a melhorar as emoções

Você já imaginou que respirar melhor pode ser a chave para curar seus sentimentos?  
Segundo Khalis Chacel, fundador do Instituto de Renascimento de São Paulo, o modo como absorvemos o ar está diretamente relacionado à maneira como buscamos novas conquistas na vida; fala de nosso entusiasmo diante do novo e de quanta disposição temos para alcançar um objetivo. "Pessoas com dificuldade de conseguir o que desejam, de se virar no mundo ou que acham a vida pesada normalmente têm a inspiração prejudicada. Já aquelas que se sentem deslocadas, tímidas ou tensas, ou ainda as que se julgam culpadas por terem o que têm podem apresentar dificuldades com a expiração", afirma.
O terapeuta Maurício Bastos, do Espaço Integração, em Cotia, São Paulo, acrescenta que "à medida que oxigenamos conscientemente nosso corpo e, principalmente, nosso cérebro, vamos alterando as sinapses, ou seja, as comunicações entre os neurônios, que tinham um padrão repetitivo e condicionado e passam a fazer novas conexões. Assim, podemos desenvolver uma habilidade mais criativa no modo como vivemos, uma permissão para o novo, um não reagir contra e, sim, um acolhimento ao que está acontecendo agora".
Conhecida como Renascimento, a técnica desenvolvida por Chacel, promete ajudar em todos estes aspectos. Em momentos em que queremos evitar algum sentimento, emoção, ou mesmo uma situação externa, tendemos a tensionar e prender a respiração. Quando a ampliamos, automaticamente, nos tornamos mais aptos a entrar em contato com o que vivenciamos. E não é só isso. Essa nova forma de trazer o ar para dentro melhora o humor, garante doses extras de tranquilidade para lidar com as questões que aparecem no decorrer do dia, mais disponibilidade para sorrir, aprender e encarar a vida como uma oportunidade infinita de trocas, experiências e aprendizados.

Os benefícios da prática do Renascimento variam de uma pessoa para outra, mas, em linhas gerais, quase todos os pacientes relatam terem sensações de relaxamento profundo, alívio, bem-estar, leveza, diminuição de medos e de ansiedade, aumento do prazer de viver e do grau de felicidade, bom humor, delicadeza e paz interior.

Maurício Bastos diz que a técnica ainda expande nosso potencial criativo, melhora a qualidade de nossas escolhas na vida e nas relações interpessoais. "A respiração é o grande veículo para a intimidade e a âncora para vivermos no momento presente, no campo das infinitas possibilidades."

Existem alguns exercícios com respiração conectada - ou seja, sem pausas entre a inspiração, a expiração e a inspiração seguinte –, que podem ser feitos em casa e ajudam a relaxar e a melhorar a qualidade de vida.

Veja como fazer:

Inspire e respire quatro vezes. Durante a inspiração, emita um som do fundo da garganta, semelhante a um sussurro.  Deixe a expiração acontecer de forma natural e relaxada, sem nenhum esforço, mantendo o mesmo som.  Em seguida, inspire mais profundamente, mais ou menos duas vezes o volume de ar que você costuma inspirar, mantendo o som no fundo da garganta. Expire como das vezes anteriores.

Repita esse ciclo por quatro vezes. Ao todo, serão 20 respirações conectadas, sendo quatro ciclos, cada um composto de quatro respirações curtas e uma longa.

Dica: Depois de se habituar à prática, experimente também fechar os olhos. Ao final do exercício, perceba sua audição acontecer, sem qualquer interferência. Isso ajuda a ampliar a percepção interna.
by 
Thays Prado



  

terça-feira, 19 de abril de 2011

A coragem de viver, acima das dificuldades

A história costuma exaltar os indivíduos que chegaram ao topo ou que, de alguma forma, tornaram o mundo melhor. Seria um erro acreditar que nossos heróis calcularam cada movimento, encaixando deliberadamente cada peça do quebra-cabeça da vida.
Na realidade muitos deles enfrentaram mudanças - inesperadas ou indesejadas - que exigiram muita coragem. Mesmo assim, eles não deixaram que as circunstâncias os impedissem de atingir seus objetivos.
Enfrentar algumas das mais duras realidades da vida requer coragem. Winston Churchill via na coragem um ponto de partida. Ele disse: "A coragem é a primeira entre as qualidades humanas, porque é a qualidade que garante todas as outras". Ele não estava falando apenas de coragem em termos épicos - aquela associada a personalidades famosas e grandes acontecimentos - mas da coragem do dia-a-dia.
"A vida é dura... e nem sempre é justa. Mas isso não quer dizer que ela não possa ser boa, gratificante e prazerosa."
Mais do que qualquer outra coisa, coragem é uma decisão. É a decisão de ir fundo e em busca do nosso próprio caráter, de achar a fonte de nossa força quando a vida nos decepciona. É a decisão que temos de tomar se queremos nos tornar plenamente humanos.
Ludwig Van Beethoven é um dos nomes mais conhecidos da história da música. Nascido em 1770 em Bonn, na Alemanha, filho de um tenor e músico da corte, o jovem Beethoven não levava uma vida luxuosa. Aos oito anos ele fez sua primeira apresentação em público como pianista. Apesar do talento prodigioso, Beethoven era maltratado pelo pai dominador, rabugento e bêbado, que o forçava a tocar para divertimento de seus amigos.
Quanto mais o velho Beethoven tentava conciliar o ciúme que sentia do talento do filho com o desejo de que ele fosse bem sucedido, mais ele se tornava violento. Em 1787, Beethoven partiu rumo a Viena para estudar com os mestres. Ignorante quanto aos costumes da alta sociedade e descuidado com a própria aparência, ele não se entrosava com os sofisticados músicos Vienenses.
Mesmo assim, logo ganhou fama de pianista brilhante. Quando sua estrela começava a subir, a morte de sua mãe obrigou-o a voltar para Bonn, onde assumiu a responsabilidade de ajudar a família. Ao retornar a Viena alguns anos mais tarde, Beethoven buscou orientação com Haydn e outros compositores proeminentes da época, como Albrechtsberger e Salieri. Logo, ele estava criando sinfonias e executando suas próprias composições ao piano.
Quando tudo parecia dar certo, algo começou a dar muito errado: aos trinta e poucos anos, Beethoven começou a ter problemas de audição. Um distúrbio inicialmente sutil foi piorando rapidamente até que, em poucos anos, ele ouvia apenas sons distorcidos e não conseguia distinguir qualquer som alto. A cruel ironia da situação - o músico que não podia mais ouvir a própria música - levou Beethoven ao desespero profundo.
Embora não pudesse continuar a tocar, Beethoven não dobrou suas partituras e procurou isolar-se do mundo. Ele sabia que ainda podia compor. E dedicou-se a compor sob uma perspectiva ainda mais complexa e apaixonada. Esse fôlego renovado resultou na terceira sinfonia, a Heróica, que agitou o mundo da música. 
Paradoxalmente à medida que sua audição se deteriorava, sua música florescia. Ele concluiu dois de seus maiores trabalhos - a Quinta e a Sexta Sinfonia - em 1808, e em 1823 compôs a Nona Sinfonia. Inspirado no grande poema de Schiller, Ode à Alegria, a Nona Sinfonia personificou os ideais do Iluminismo, desde a declaração de independência até a ciência emergente da era industrial. Escrita por um compositor quase completamente surdo é considerada uma das maiores obras de arte já realizadas.
Se Beethoven tivesse se deixado subjugar pela perda auditiva, ele e o mundo teriam perdido um importante marco para o progresso humano. Por sorte, a natureza concedeu-lhe uma dádiva tão preciosa quanto seu gênio musical: a coragem de enfrentar mudanças devastadoras, recusando-se a deixar seu talento murchar por causa de um golpe do destino.
O teólogo Paul Tillich definiu este tipo de coragem como a verdadeira coragem, que consistia em dizer sim à vida apesar da dor e de todas as dificuldades que fazem parte da existência humana. Ele disse que era preciso demonstrar coragem diariamente para encontrar algo definitivamente positivo e significativo, tanto a respeito da vida como de nós mesmos.
A vida é dura... e nem sempre é justa. Mas isso não quer dizer que ela não possa ser boa, gratificante e prazerosa. Ainda há muitas razões para dizer sim à vida.
by Daniel C. Luz 
 
"Se me pedissem que desse um único conselho que fosse mais útil para a humanidade, seria este: espere alguma dificuldade como uma parte inevitável da vida, e quando ela chegar fique com a cabeça erguida, olhe-a direto nos olhos e diga: - Eu vou ser maior do que você. Você não pode me derrotar". Ann Landers




domingo, 17 de abril de 2011

QUEM NUNCA FOI VILÃO?

Todos temos certo potencial para ser vilões. Basta uma frase equivocada, não responder a algumas ligações, não corresponder às expectativas dos outros. Pode ter certeza. Você já foi a pessoa má, insensível e ingrata da vida de alguém mesmo sem querer. 
Relacionamentos novos só começam porque antigos terminaram. Para quem foi excluído dessa equação pode parecer que foi você quem praticou o ato de vilania. Pense nos foras que já deu, nos amigos que decidiu não ver mais, nas cartas de amor a que não respondeu. 
Nem sempre somos os mocinhos de nossa própria história. Na procura pelo príncipe encantado é possível pisar em alguns sapos sem perceber. Isso não significa ser mau-caráter. 
Reconhecer que podemos virar persona non grata para alguém é o que faz reavaliar o papel do vilão. Talvez a bruxa que lhe faz mal seja apenas mais uma insegura diante de um espelho buscando autoafirmação. Não há como não se identificar com isso. 
É nesse momento que o sapatinho de cristal vira um chinelo de dedo. Com os pés no chão não é preciso desejar um final feliz para todo mundo - e é possível compreender que vilões podem ser só pessoas tão comuns quanto você e eu.

by Felipe Luno